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São Paulo reúne 42 mil pessoas em ato contra PEC da Blindagem e anistia

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As iniciais PEC em um quadro de letras referente à Proposta de Emenda Constitucional. Moedas brasileiras na composição da imagem. Direito, Constituição, Alteração, Economia brasileira.

São Paulo reúne 42 mil pessoas em ato contra PEC da Blindagem e anistia

São Paulo — Cerca de 42,4 mil pessoas participaram neste domingo (21/09) de uma manifestação na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, contra a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Blindagem e contra a proposta de anistia para condenados por tentativa de golpe de Estado. A estimativa é do Monitor do Debate Político no Meio Digital, ligado à USP. 

A mobilização, convocada pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, além de partidos como o PT e o PSOL, reuniu também sindicatos, movimentos estudantis, artistas, movimentos sociais como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). 

Principais reivindicações e críticas
• Os manifestantes acusam a PEC da Blindagem de tornar mais difícil processar criminalmente deputados e senadores, por exigir autorização do Congresso para isso. 
• Também criticam a proposta de anistia aos condenados pela Justiça por tentativa de golpe de Estado — caso emblemático é o do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. 
• Havia cartazes com frases como “inimigo do povo” direcionadas ao Congresso, e falas de participantes alertando para um retrocesso democrático e para a importância da Constituição de 1988. 

Depoimentos
• Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior, professor de Serviço Social que veio de outra cidade só para participar, disse que a presença na manifestação é fundamental para preservar as conquistas democráticas após “uma tentativa de golpe”. 
• Miriam Abramo, professora aposentada, expressou temor de uma possível volta de práticas autoritárias no país, lembrando de sua juventude, quando direitos básicos eram restritos. 
• O professor de artes marciais Renato Tambellini levou sua filha de 12 anos para que ela entenda jovem a importância da mobilização popular. 
• Tamikuã Txih, indígena pataxó da Terra Indígena do Jaraguá, afirmou que “a luta é de todos os povos” e que não se pode aceitar impunidade ou aprovações de medidas que favoreçam parlamentares contra a vontade popular. 

Abrangência

Além de São Paulo capital, atos similares ocorreram em 33 cidades, incluindo todas as capitais. 

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