PGR pede condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe
Nesta terça-feira (15), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é acusado de ter participado de uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
Segundo a denúncia, Bolsonaro teria atuado ativamente na articulação de um plano para anular o resultado das eleições, envolvendo reuniões com militares de alta patente, políticos e assessores próximos. O documento cita como provas mensagens, gravações de reuniões, depoimentos de delatores e rascunhos de um decreto que previa intervenção militar.
Um ponto que chamou atenção no pedido da PGR foi a inclusão de um suposto plano para assassinar Lula, descrito como “ação extrema” que teria sido discutida entre aliados próximos ao ex-presidente como alternativa caso o golpe não fosse viável por vias institucionais. Essa parte da acusação é sustentada, segundo a PGR, por depoimentos de ex-assessores e indícios levantados pela Polícia Federal.
A PGR também pede que Bolsonaro seja condenado pelos crimes de:
• Conspiração (por tentar mobilizar setores das Forças Armadas e outros agentes públicos para fraudar o resultado eleitoral);
• Tentativa de golpe de Estado (por planejar a manutenção ilegal do poder);
• Incitação ao crime (por declarações públicas e discursos incentivando atos golpistas).
Caso seja condenado, Bolsonaro pode pegar penas que variam de 8 a 20 anos de prisão, além de ficar inelegível por até 8 anos.
A expectativa é que a sentença saia até setembro deste ano, após análise pelo plenário do STF.
O ex-presidente nega todas as acusações, afirma que não houve plano de golpe e que as reuniões com militares e assessores foram apenas “discussões políticas legítimas”.
Esse processo ocorre em meio a um cenário político tenso, marcado também pela recente regulamentação da Lei da Reciprocidade pelo governo Lula, e pode ter impacto direto nas eleições municipais de 2026 e no futuro da extrema-direita no país.






















