O governo brasileiro está incorporando critérios ambientais ao orçamento público, reconhecendo a crescente urgência dos riscos climáticos. Desastres recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, que resultaram em prejuízos de R$ 100 bilhões, evidenciam a necessidade de um orçamento climático para enfrentar desafios futuros. 
A secretária nacional de Planejamento, Ângela Maria Paiva, enfatizou a importância de integrar critérios ambientais, sociais e de governança nas políticas públicas, especialmente no ciclo orçamentário e em decisões de longo prazo. Segundo ela, enfrentar a crise climática exige ação coordenada, visão de futuro e integração entre diferentes esferas de governo, setor produtivo e sociedade civil. 
Apesar desses esforços, o Orçamento da União de 2025 prevê R$ 1,7 bilhão para a gestão de riscos e desastres, valor R$ 200 milhões inferior ao de 2024. Essa redução ocorre em um contexto de aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como as enchentes que afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024.  
Organizações da sociedade civil têm manifestado preocupação com os cortes no orçamento federal destinados a ações ambientais estratégicas. Áreas como fiscalização ambiental, enfrentamento de secas e gestão de florestas estão entre as mais afetadas, o que pode comprometer a capacidade do país de responder eficazmente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. 
Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de um compromisso mais robusto e consistente na alocação de recursos para políticas ambientais e de prevenção de desastres, visando mitigar os impactos das mudanças climáticas e proteger a população brasileira.






















