Mercados globais otimistas com as negociações EUA–China em Londres, válida para esta segunda-feira, 9 de junho de 2025:
Contexto das negociações em Londres
• Os chefes das delegações se reuniram hoje na capital inglesa, buscando consolidar o avanço logrado no acordo preliminar fechado em Genebra no início de maio, que suspendeu temporariamente tarifas elevadas (30% nos EUA, 10% na China) por 90 dias  .
• A delegação dos EUA é liderada pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, com o Secretário de Comércio Howard Lutnick e o Representante de Comércio Jamieson Greer, ao passo que a China está representada pelo Vice‑Premier He Lifeng .
• A reunião faz parte do novo Mecanismo de Consulta Econômica e Comercial EUA–China, criado recentemente, com o objetivo de evitar uma escalada das tensões .
Impacto nos mercados globais
• Ações asiáticas abriram em alta nesta segunda, com destaque para o Hang Seng, que subiu cerca de 1,1–1,4%, impulsionado pela expectativa de reconciliação .
• Na Europa, embora o mercado tenha uma abertura mais contida, o sentimento permanece positivo, com futuros americanos apontando para leve alta e queda nos títulos do Tesouro de 10 anos, para aproximadamente 4,49% .
• Matérias‑primas reagiram de modo otimista:
• O petróleo Brent manteve-se acima de US$ 66 por barril, sustentado pela expectativa de desaceleração da guerra comercial  .
• Ativos considerados de risco, como metais industriais (em especial os de terras‑raras), também se beneficiaram com a liberação gradual de exportações chinesas após o acordo .
Motivos do otimismo
1. Suspensão temporária de tarifas: acordos firmados em Genebra aliviaram pressões imediatas no comércio .
2. Foco em temas estratégicos: Discussões sobre exportação de tecnologias avançadas, terras‑raras e proteção das cadeias globais de suprimentos trazem clareza ao ambiente econômico .
3. Dados econômicos positivos: A combinação com fortes indicadores de emprego nos EUA elevou a confiança dos investidores .
Possíveis desdobramentos
• Ações globais: potenciais novos ganhos caso o encontro evolua para acordos sólidos, embora o avanço até então seja considerado preliminar .
• Mercados sensíveis à tecnologia: empresas ligadas a semicondutores, automação e defesa (dependentes de materiais raros) serão as mais impactadas .
• Câmbio e commodities: aumento de apetite por risco pode fortalecer moedas emergentes e pressionar volumes de exportação de hidrocarbonetos.






















