Industriais brasileiros articulam com empresários dos EUA para reverter “tarifaço” Empresários

55
Siluetas de fábricas bajo nubes de tormenta con forma de porcentajes arancelarios

Industriais brasileiros articulam com empresários dos EUA para reverter “tarifaço”

Empresários de diversos estados brasileiros participam de uma missão nos Estados Unidos, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o objetivo de buscar apoio junto a empresários norte-americanos para pressionar o governo dos EUA a negociar o “tarifaço” imposto ao Brasil .

A comitiva inclui representantes das federações das indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Paraná (FIEP), Paraíba (FIEPB), Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN), Santa Catarina (FIESC), Goiás (FIEG) e São Paulo (FIESP) .

Segundo Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, o objetivo é articular com parceiros americanos uma reciprocidade de pressão nos dois governos para superar a crise. “Estamos trabalhando juntos para que ambos os governos se sentem à mesa e encontrem uma saída para esse impasse”, afirmou .

A missão, que já teve reuniões em Washington nos dias anteriores e em 4 de setembro, reúne cerca de 80 empresários brasileiros e 50 americanos . Roscoe acrescentou que o esforço conjunto visa fortalecer a sinergia empresarial e mobilizar forças políticas para ajudar a superar a crise .

O presidente da FIEG, André Rocha, explicou que a estratégia da missão envolve negociar com a Câmara de Comércio Americana (US Chamber) para tentar reduzir as tarifas ou ampliar a lista de produtos brasileiros isentos das sobretaxas impostas pelos EUA .

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que a missão busca estabelecer critérios técnicos nas negociações e evitar que equívocos de ordem política ou geopolítica prejudiquem o diálogo. “Queremos garantir uma porta de negociação onde argumentos técnicos e comerciais prevaleçam”, afirmou .

O “tarifaço” surge dentro de uma série de medidas adotadas pelos EUA relacionadas à investigação comercial contra o Brasil, incluindo sobretaxas de 50% sobre importações brasileiras, além da classificaçãodo país como “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional”, em decisão que remete a situações semelhantes enfrentadas por Cuba, Venezuela e Irã .

Na contramão, o governo brasileiro implementou, em 13 de agosto de 2025, o Plano Brasil Soberano, com medidas de apoio às empresas, exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas. Dentre as ações estão novas linhas de crédito via Fundo Garantidor de Exportações (R$ 30 bilhões), R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores e R$ 5 bilhões em créditos via o Novo Reintegra .

Artigo anteriorÁrvores Gigantes da Amazônia Podem Ser Aliadas na Ciência Climática
Próximo artigoAnvisa determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e Opdivo