Governo eleva bloqueio de gastos para R$ 12,1 bilhões
Brasília — O governo federal anunciou nesta segunda-feira (22) que vai elevar o bloqueio de gastos dos ministérios para R$ 12,1 bilhões ainda este ano, medida necessária para garantir o cumprimento do teto de gastos. O valor representa um aumento em relação aos R$ 10,7 bilhões bloqueados em avaliação anterior, em julho. 
Segundo relatório conjunto dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, a justificativa para a elevação do corte está no aumento das projeções de despesas obrigatórias — com destaque para gastos com Benefício de Prestação Continuada (BPC), saúde, abono salarial, seguro-desemprego e repasses a governos estaduais e municipais. Esses aumentos têm mais do que compensado economias projetadas em outras áreas, como benefícios previdenciários, folha de pagamento e subsídios. 
Apesar do contingenciamento, o governo projeta que as contas federais ainda conseguirão rodar sem ultrapassar a meta do resultado primário, embora a margem de folga tenha despencado: de R$ 4,7 bilhões para apenas R$ 800 milhões. 
A previsão de déficit primário para 2025 é de R$ 30,2 bilhões, depois de deduzidas despesas que não são consideradas na meta fiscal. Com isso, o resultado esperado tecnicamente está dentro da meta de resultado zero ajustada pela tolerância legal, que corresponde a cerca de 0,25% do PIB, ou aproximadamente R$ 31 bilhões. Em julho, o déficit esperado era menor, estimado em R$ 26,3 bilhões. 
Entre outros ajustes fiscais, o governo também revisou para baixo a despesa primária total (agora estimada em R$ 2,417 trilhões, valor R$ 3,3 bilhões inferior à previsão de julho) e a receita líquida (projeção recuada em R$ 1,9 bilhão para R$ 2,344 trilhões) para o ano. 
O detalhamento dos novos cortes por ministério deverá ser divulgado até o final do mês. 




















