Fux é o terceiro a votar em nova sessão de julgamento de Bolsonaro
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, às 9h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados acusados de envolvimento em uma trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. A sessão terá início com o voto do ministro Luiz Fux, sendo ele o terceiro a se manifestar no caso .
Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação, com votos favoráveis proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, e Flávio Dino . Após o voto de Fux, seguirão as manifestações dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Caso dois dos cinco ministros votem pela condenação ou absolvição, será formada a maioria necessária para o veredicto final. A definição das penas acontecerá após a conclusão da votação sobre a responsabilidade dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar a até 30 anos de prisão em regime fechado .
Estão previstas também sessões para a quinta-feira (11) e sexta-feira (12), quando o julgamento deve ser concluído .
Sobre a execução da pena e os recursos
A prisão — caso ocorra — não será automática. Só será decretada após o julgamento dos recursos apresentados contra a condenação. Em caso de placar apertado, com um voto contrário à condenação, as defesas terão direito a apresentar embargos de declaração, recurso usado para esclarecer possíveis omissões ou contradições no acórdão final. Esses embargos são julgados pela própria Primeira Turma e, em geral, não alteram o mérito da decisão .
Para que o caso volte a ser julgado em plenário, os réus precisariam alcançar ao menos dois votos pela absolvição — o que exigiria um placar de 3 a 2 — e, nesse cenário, seria cabível o protocolo de embargos infringentes .






















