Brasil contesta investigação dos EUA e leva disputa à OMC

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Close up em bandeira do Brasil hasteada balançando ao vento com céu azul ao fundo.

Brasil contesta investigação dos EUA e leva disputa à OMC

O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (18) uma resposta formal à investigação aberta pelos Estados Unidos contra suas práticas comerciais, realizada sob a Seção 301 da Trade Act de 1974. Em documento de 91 páginas, o Brasil rejeitou a legitimidade do processo, classificando-o como unilateral e fora do escopo da Organização Mundial do Comércio (OMC), e pediu a abertura de consultas no organismo internacional.

A investigação americana, iniciada em julho, mira áreas como o Pix, políticas de incentivo ao etanol, proteção de patentes, desmatamento ilegal e regras de comércio digital. Paralelamente, o governo Trump já havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 1º de agosto.

Na defesa, o Brasil argumenta que suas políticas não são discriminatórias nem prejudicam empresas americanas. Setores diretamente afetados também se manifestaram: a Embraer destacou que mantém forte presença nos Estados Unidos, gerando milhares de empregos, enquanto entidades como a CNA, Cecafé, Abividro e Abit classificaram as acusações como injustas.

O impasse comercial eleva a tensão diplomática entre os dois países e deve se intensificar nas próximas semanas. Uma audiência pública sobre o caso está marcada para o dia 3 de setembro, nos EUA, enquanto o Brasil aposta em uma solução multilateral pela via da OMC.

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