Eu acredito nessa obra, mas todos têm que puxar para o mesmo lado.”
Afirmação do prefeito de Itatiba do Sul, Valdemar Cibulski (Polaco), que representou a AMAU em audiência pública sobre o asfaltamento da Transbrasiliana.
A rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre Erechim e Passo Fundo, é a demanda mais antiga da região do Alto Uruguai — há pelo menos 50 anos. É o único trecho sem asfalto em toda a extensão da rodovia, que atravessa o Brasil de norte a sul (até o Pará) e compreende 3.585 km.
Para atualizar a situação dessa rodovia, o vereador Clairton Balen, de Erechim, e a vereadora Márcia Ballen Matté (PT), de Aratiba, organizaram uma audiência pública com representantes do DNIT, que repassaram informações atualizadas sobre o estágio de andamento da obra.
Com o plenário da Câmara de Vereadores lotado de entidades de classe, lideranças políticas, cooperativas e sindicatos, na sexta 27/06, e com a presença do deputado federal Paulo Pimenta, foi possível traçar um panorama do que é necessário a partir de agora para que a obra seja incluída no orçamento da União.
O prefeito de Itatiba do Sul, Valdemar Cibulski (Polaco), representou a AMAU no evento:
“Eu acredito nessa obra. Nos últimos anos, a união dos prefeitos na nossa associação faz as coisas acontecerem. Foi assim em várias demandas que pleiteamos e obtivemos sucesso.”
Ele salientou que essa união precisa se manter:
“Precisamos continuar unidos em um projeto dessa envergadura, que trará grande desenvolvimento regional. Não só para transportar os produtos, mas também para cuidar da vida das pessoas — tantas vidas são perdidas na ERS 135. Com o asfaltamento da Transbrasiliana, certamente teremos menos acidentes e, consequentemente, menos mortes. Mas, para essa obra acontecer, precisamos de toda a comunidade puxando para o mesmo lado, com prefeitos e entidades.”
Após as falas das autoridades e de demais representantes na audiência pública, foi elaborado um cronograma para agilizar os trâmites: partidos políticos devem pressionar seus deputados para incluir a obra entre as oito escolhidas pela bancada gaúcha — pois são recursos impositivos a serem previstos no orçamento e no PAC. O item deverá ser definido até o final do ano, para que a licitação ocorra no início do ano que vem. O objetivo é que o projeto executivo e a execução da obra sejam contratados à mesma empresa, o que permitirá que o licenciamento ambiental ande em paralelo, já que o governo federal já recebeu o aval da FEPAM.






















