A Agência da ONU confirmou nesta sexta-feira (22) que há fome generalizada na Cidade de Gaza, segundo relatório da Classificação Integrada de Fase de Segurança Alimentar (IPC). É a primeira vez que a situação é oficialmente reconhecida no território desde o início da guerra.
De acordo com o documento, cerca de 500 mil pessoas, o equivalente a um quarto da população de Gaza, enfrentam condições severas de fome. O estudo alerta ainda que a crise deve se expandir para outras regiões, como Deir al-Balah e Khan Younis, até o fim de setembro.
A ONU e entidades humanitárias atribuem a situação a bloqueios, restrições à entrada de ajuda e às operações militares em andamento, afirmando que a fome é resultado de ações humanas e pode ser revertida com medidas imediatas.
Em resposta, o governo de Israel rejeitou o relatório, alegando que os dados seriam “parciais” e baseados em informações fornecidas pelo Hamas.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou que mortes provocadas pela fome podem configurar crimes de guerra. Já o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, alertou que muitas crianças desnutridas correm risco de morrer durante a atual ofensiva militar em Gaza City.



















