Mesmo com pagamento do vale-gás, venda do botijão recuou 9,5% no RS

Mesmo com pagamento do vale-gás, venda do botijão recuou 9,5% no RS

Valor custeia apenas metade do preço médio e está em debate no Congresso, onde hoje relator apresenta texto final da PEC com reajuste no vale, no Auxílio Brasil e criação da bolsa-caminhoneiro
O Auxílio Gás dos Brasileiros, benefício distribuído pelo governo federal, não foi capaz de impedir a queda na venda de gás de cozinha. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve uma queda nacional de 5,6% nas vendas de botijões de gás nos primeiros quatro meses de 2022, em comparação com o mesmo período no ano anterior. Já no Rio Grande do Sul (RS), a variação é ainda mais marcante: -9,5%. O Estado teve a segunda maior queda nas vendas de botijões, perdendo apenas para Minas Gerais – que tem queda acumulada de 10,3%.
Criado em novembro do ano passado, o vale-gás é pago de forma bimensal às famílias beneficiárias, o objetivo é contribuir para a segurança alimentar das famílias em condição de vulnerabilidade. O calendário referente ao mês de junho começou a ser pago desde o dia 17 e se estende até a próxima quinta-feira. O valor repassado desta vez é de R$ 53. Em abril, era R$ 51. Já o preço médio do botijão de gás no RS é de R$ 113,30, segundo pesquisa da ANP. Ou seja, o valor do auxílio equivale a menos de 50% do valor de um botijão.
De acordo com o Ministério da Cidadania, responsável pelo programa, serão 5,68 milhões de famílias contempladas em junho, a partir de um repasse de R$ 301,2 milhões. Os pagamentos serão feitos até 30 de junho. O Nordeste é a região que mais terá beneficiários do vale-gás neste mês, são 2,7 milhões de famílias. No Sul são 356 mil, cerca de 140 mil delas localizadas no Rio Grande do Sul.
Pelas regras do programa do governo federal, não é necessário prestar contas do recurso transferido. Podem receber o benefício famílias inscritas no CadÚnico, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, e famílias em que um membro receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Fonte: Correio do Povo

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