Variante ômicron já é prevalente em amostras analisadas por laboratório de universidade do RS

   A incidência da ômicron se reflete na corrida de pessoas infectadas em busca de atendimento e testagem nas emergências e postos de saúde nos últimos dias, depois das festas de fim de ano.
   O professor de microbiologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Valdemir Cantarelli observa que, em dezembro, a porcentagem de positivados entre os testados variava de 5% a 10%. Agora, a proporção é de 30% a 40% de infectados.

   “Isso é o indicativo que existe espaço na população para essa cepa se disseminar”, avalia.

   Contudo, a vacinação evita que a contaminação evolua para internações e mortes.

   “Acho que, infelizmente, em janeiro, vai ser tema recorrente, porque o surto que se avizinha é, realmente, de grandes proporções. Talvez, felizmente, não com aquele custo em vidas que nós vimos no passado. Haverá, mas não daquele tamanho. Agora, em termos de magnitude, nós esperamos algo muito grande”, considera Spilki.

   No Rio Grande do Sul, as internações e mortes não apresentam evoluções como as de casos. Enquanto a média de infecções teve alta de 1.371% em relação a duas semanas atrás, a média de mortes caiu 47% no período.

   “O que funciona é vacina mais cuidados. Se a gente deixa ele circulando muito tempo, se o vírus ficar circulando, pode desenvolver uma nova variante. Mesmo sendo leve, se for muita gente que estiver contaminada, isso pode representar uma sobrecarga para o sistema de saúde”, complementa a pesquisadora Lúcia Pellanda, epidemiologista e reitora da UFCSPA.

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