Hortifrutigranjeiros: qualidade e preço na mira do calor

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O calor intenso está provocando efeitos na qualidade de muitos produtos da linha de hortifrutigranjeiros. Tudo começa ainda na propriedade e se expande para os supermercados. Seja no aspecto físico como no preço, as altas temperaturas causam mudanças. A principal delas é o amadurecimento acelerado ou até mesmo estragos ainda no campo, o que pode impedir a comercialização.

O reflexo disso tudo é direto ao consumidor.
Conforme o encarregado do setor de análises e informações da Ceasa, Amauri Moraes Pereira, o calor tradicional do verão pode ser prejudicial a muitas culturas. Um exemplo são as foleosas as quais sofrem muito com as temperaturas elevadas. Além disso, outros produtos podem apresentar aumento ou redução de preço. “Quando os produtos perdem a qualidade na lavoura, elas são rejeitas pois o mercado não vai aceitá-las. Com esse descarte, e com a diminuição do produto na Ceasa, o preço sobe”, explica.
Por outro lado, existem produtos que enfrentam um “vai e vem”, como é o caso da vagem, do pepino, do brócolis e da couve-flor, que geralmente enfrentam o processo acelerado de amadurecimento devido a ensolação. “Tanto que os produtores normalmente tem lavouras em zonas baixas e no verão optam por zonas mais elevadas”, comenta.
No caso das frutas, algumas se destacam nesse período, como é o caso da melancia, uva, pêssego, ameixa, que possuem um consumo maior neste período. O tomate é outro produto que sofre bastante com as temperaturas. Em torno de 90% está sendo colhido no RS e também possui aceleração do aprontamento.

Nos mercados
Nos supermercados a missão é controlar a qualidade dos produtos e, no caso da verduras, legumes e frutas, é preciso monitorar para que fiquem organizados e fresquinhos.
A manga, o mamão e a banana, por terem uma maturação rápida, apresentam uma durabilidade de até três dias. Por isso é necessário fazer a reposição com mais frequência”, disse o repositor de hortifrutigranjeiros, Jean Augusto Pilonetto.
O preço é algo que também está na mira de mudanças. Um exemplo recente é do abacate, cujo preço (kg) estava mais de R$ 12 e agora está R$ 7.
Além disso, o tomate sofreu uma queda brusca de preço, sendo que estava quase R$ 8 (kg) e agora passou para R$ 2,97 (kg).
O coordenador do setor de hortifrutigranjeiros de um supermercado de Erechim, Alcione Vilson Martim, destaca que, diante do calor excessivo é fundamental readequar os pedidos de compra, sendo que ocorrem três vezes na semana para reduzir as perdas. “No caso dos produtos regionais o recebimento é diário”, acrescenta, citando que a partir de hoje, alfaces e outras hortaliças precisarão ser adquiridas de fora da região, pois muitos produtores registraram prejuízos com o excesso de chuva e calor.
Com essa situação é preciso redobrar a atenção com a quantidade e a coloração dos produtos. Assim, é possível adquirir produtos de qualidade, aproveitando a estação quente do ano.

Fonte: Jornal Bom Dia

 

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