Em seu jubileu áureo sacerdotal, Pe. Ângelo lembra teólogos e santos inspiradores

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Em seu jubileu áureo sacerdotal, Pe. Ângelo lembra teólogos e santos inspiradores

Como vem fazendo há diversos anos, na sexta-feira (7), a primeira do mês, Pe. Ângelo Rosset presidiu momento de adoração e bênção com o Santíssimo com os membros do Apostolado da Oração, na igreja N. Sra. do Rosário de Barão de Cotegipe, onde reside, ajudando na Paróquia e na formação dos seminaristas. Mas a missa que sempre segue este momento teve conotação peculiar, foi em ação de graças pelo jubileu de ouro sacerdotal do Pe. Ângelo, com participação especial de Dom José, Dom Girônimo, Pe. Geraldo Moro, residente em Erechim, Pe. Jorge Dallagnol, de Sede Dourado, do Pe. Jóssi Golembiewski, vigário paroquial local e do Pe. Antonio Valentini Neto, do Centro Diocesano. Inicialmente, Pe. Jóssi, em nome do Pároco, Pe. Jair Carlesso que não pode estar por substituir um padre por motivo de saúde, e em nome dos paroquianos, acolheu a todos.

Na homilia, Pe. Ângelo observou que a celebração de ação de graças por seus 50 anos de ordenação presbiteral estava acontecendo por insistência de Dom José. Comentou o chamado de Cristo a Mateus, “segue-me”, conforme o Evangelho do dia, e que é continuamente dirigido a todos. Depois lembrou ensinamentos de alguns grandes teólogos e santos que serviram de inspiração e de ajuda em seu ministério para superar momentos de dúvidas, de interrogações e mesmo de abatimento. Ajudaram-no a invocar as luzes do Espírito Santo e a proteção de Maria e hoje pode celebrar este jubileu, agradecido a Deus pelos dons concedidos, sem nenhum mérito de sua parte. Um pensamento foi: O Criador começou a criação e a criatura acaba a criação de si própria, o que lhe fez perceber o compromisso de descobrir o caminho para sua vida. A isto acrescentou a frase de Santo Agostinho: “Deus que me criou sem minha colaboração, não me salva sem minha participação”. Citou depois São Tomás de Aquino: “O ser humano quanto mais longe de Deus, mais perto está de seu nada”. O inverso também é verdade: Quanto mais perto de Deus o ser humano está, mais descobre sua dignidade. Isto o fez entender sua grandeza. De São João da Cruz, descobriu o valor do silêncio, da interioridade. Para o Santo, a linguagem que Deus mais entende é o silêncio. Por fim citou três papas que lhe fizeram descobrir a natureza e a importância da devoção do terço. São João XXIII, que no dia do início do seu ministério de conduzir a Igreja como Papa, assumiu publicamente o compromisso de continuar rezando o terço todos os dias. O Beato Paulo VI, que disse que o terço é oração bíblica, cristológica, eclesial e mariológica. São João Paulo II, para o qual a oração predileta era o rosário e que exortava a permanecer na escola de Maria. Perguntou-se porquê e concluiu ser porque ensina a oração, o silêncio, o serviço gratuito e generoso a quem precisar e nela se dá a formação dos corações. A estas citações, acrescentou pedido dos apóstolos: Senhor aumenta nossa fé, destacando a necessidade da graça divina. Por fim, agradeceu a Deus, a seus pais, já falecidos, a seus irmãos, com os quais ainda vai celebrar o jubileu no Paraná, aos bispos, aos padres e a todos os que o ajudaram.

No final da celebração, Dom José dirigiu palavras paternas ao jubilando. Se todos os dias temos motivos para louvar a Deus, na ocasião, um especialíssimo é o jubileu sacerdotal de você, Pe. Ângelo. Louvar a Deus pelo seu ministério vivido antes na Diocese de Passo Fundo e depois nesta nossa de Erexim. Destacou sua atividade na Paróquia de Barão de Cotegipe, na igreja do Rosário onde foi ordenado, nunca tendo esquecido suas raízes. Referiu-se também ao trabalho do jubilar na formação dos sacerdotes, sem os quais não se tem a eucaristia e a celebração dos outros sacramentos. Mencionou a devoção do Pe. Ângelo a Maria, frisando que esteve ao lado dele, assim como esteve ao lado de Jesus, especialmente nas dificuldades e provações, como as da cruz. Encerrou manifestando-lhe, em seu nome, no de Dom Girônimo, dos padres, da Diocese toda, profundo agradecimento por seus 50 anos dedicados ao anúncio do Evangelho, ao serviço da Igreja e à Santificação do povo.

Além de Dom José, dirigiram sua saudação ao jubilar, com entrega de presentes:

– Medianeira Ferri Rambo, em nome do Apostolado da Oração. Ressaltou a espiritualidade e a fé do Pe. Ângelo, sua edificante devoção ao Sagrado Coração de Jesus e o acompanhamento ao Apostolado da Oração.

– Ana Donin, pelo Conselho da comunidade N. Sra. do Monte Claro. Recordou a grandeza do ministério do Padre. É graça extraordinária de proporcionar o dom de Deus aos fiéis e renovar o sacrifício de Cristo no Altar. Disse que a comunidade partilha da alegria de seu jubileu de ouro sacerdotal. Agradeceu-lhe o trabalho e a dedicação à comunidade.

– Pe. Jóssi, pelo Pároco que, como se disse, não pode estar presente e pela Paróquia. Testemunhou que, como padre bem mais novo, sempre admirou a profunda sabedoria e a intensa espiritualidade do seu irmão no ministério.

Concluindo a celebração, Pe. Ângelo convidou os bispos e os padres a acompanhá-lo na invocação da bênção sobre todos.

Após a missa, os bispos, os padres, os seminaristas e algumas outras pessoas participaram de jantar de confraternização, no Seminário Bom Pastor.

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