SUTRAF-AU define participação no “Ocupa Brasília”

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SUTRAF-AU define participação no “Ocupa Brasília”
A mobilização contra a Reforma da Previdência e Trabalhista continua, nesta segunda-feira, dia 15 de maio, o Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF-AU), esteve realizando uma reunião com a direção o sindicato.

Entre as pautas do encontro estava a organização dos próximos passos da luta que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS), está organizando. Além do “Ocupa Brasília”, a continuidade das mobilizações passa pela organização estadual de acampamento na semana da votação da Reforma da Previdência e a continuidade de ações locais de denúncias dos deputados que tendem a votar favorável a Reforma da Previdência.

O “Ocupa Brasília” se trata de uma mobilização unificada dos movimentos sociais e sindicais contra a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista e acontecerá do dia 22 a 26 de maio. “Estaremos participando desse ato, pois acreditamos que a luta precisa seintensificar ainda mais, já que o governo vem se utilizando de negociatas paraaprovação das reformas. Esses projetos são contra os agricultores e trabalhadores e nósprecisamos nos unir para não deixar que esse retrocesso das leis trabalhistas aconteça noBrasil”, destacou o coordenador geral do SUTRAF-AU, Douglas Cenci.

Manobras governistas

O governo Temer vem se utilizando da estrutura estatal para conseguir a aprovação daReforma da Previdência e Reforma Trabalhista. Independentemente de sua popularidadeo presidente está utilizando de diversas negociatas para a conquista de votos para aaprovação dos projetos.

O SUTRAF-AU denuncia a liberação de emendas parlamentares, assim como anegociação para anistia de grandes produtores e empresas, muitas delas das quais osparlamentares são sócios-proprietários. Além disso, buscando realizar pressão, foramdemitidos os indicados de deputados que votaram contra a Reforma Trabalhista.

Outra ofensiva do governo federal é tentativa de adiamento das eleições para o ano de2020. Já que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), naúltima semana, mandou instalar uma comissão especial para analisar uma proposta deemenda de autoria do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). O projeto estabelece asimultaneidade nas eleições para todos os cargos majoritários, dessa forma, em vez daseleições ocorrerem em 2018, elas seriam adiadas para 2020. O sindicato entende que émais uma manobra na tentativa de aprovação das reformas, com o intuito de conquistara aprovação dos parlamentares e de que a população “esqueça”, a perda dos direitostrabalhistas.

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