Francesa é coroada Miss Universo 2016

Francesa é coroada Miss Universo 2016
Depois de um longo jejum, o título de mulher mais bonita do planeta voltou para a França. A jovem Iris Mittenaere, de 23 anos, foi eleita na madrugada desta segunda-feira a Miss Universo 2016, levando para seu país a segunda vitória de sua história – a primeira veio em 1953, no segundo ano do concurso, com Christiane Martel. Dona de uma beleza clássica e tipicamente francesa, Iris desbancou 85 candidatas e recebeu a cobiçada coroa cravejada de cristais e safiras azul-escuro. Nascida em Lille, a estudante de odontologia foi anunciada como a vencedora pelo anfitrião Steve Harvey, o mesmo que no ano passado cometeu uma gafe histórica ao declarar a miss errada como ganhadora.

A cerimônia foi realizada em Manila, nas Filipinas, terra da Miss Universo 2015, Pia Wurtzbach, ovacionada pelo público que lotou a Mall of Asia Arena ao fazer seu desfile de despedida num brilhante vestido azul. No início do evento, o apresentador não deixou passar seu equívoco que rodou o mundo e brincou que após o ocorrido fez uma cirurgia nos olhos “Uma coisa que aprendi na vida é quando você era você tem que seguir em frente”, disse Harvey. Antes de ler o nome de Iris no envelope, ele recebeu de Pia um par de óculos, o que levou a plateia às gargalhadas. O segundo lugar ficou com a representante do Haiti, Raquel Pelissier, e o terceiro com a colombiana Andrea Tovar. A brasileira Raissa Santana foi até o top 13.

A competição contou com um novo formato de ranking: top 13, top nove, top seis e top três. Ao serem anunciadas na primeira seleção, as misses tiveram de responder a uma pergunta relacionada à sua trajetória. A brasileira foi a décima a ser chamada e, questionada sobre como se sentia em ser a primeira negra a vencer no país depois de tanto tempo, afirmou estar muito feliz em servir de exemplo para outras meninas. Também fizeram parte do primeiro corte as representantes do Quênia, da Indonésia, dos Estados Unidos, do México, do Peru, do Panamá, da Colômbia, das Filipinas, do Canadá, da França e do Haiti. A candidata da Tailândia entrou pelo voto popular pela internet e aplicativo da competição – foram mais de cem mil votos, ao todo.

Na sequência, as classificadas subiram à passarelas usando biquíni. A brasileira vestiu um modelo laranja, mas, apesar da boa performance, não avançou na competição. Um dos destaques desta etapa foi a apresentação da miss Canadá, fortemente criticada durante o concurso por não ter um corpo considerado fora dos padrões do mundo dos concuros de beleza. Sierra Bearchell havia sido questionada por um jornalista, além de receber comentários maldosos nas redes sociais, como era ser a candidata mais larga da competição. Ela disse que era ótimo, porque estava sendo ela mesma. E na competiçãoda final ela não se acanhou, desfilou com confiança em seu traje de banho e se classificou junto às misses dos Estados Unidos, Tailândia, França, México, Quênia, Colômbia, Canadá, Haiti e Filipinas.

Num vídeo de apresentação das candidatas, exibido pela organização do evento e gravado durante os dias de confinamento, o público conheceu um pouco mais da menina que mais tarde seria coroada Miss Universo. Iris afirmou que adora esportes, viagens e é fã de gastronomia francesa, para ela, a melhor do mundo. Depois, chegou o momento do desfile de gala, no qual as candidatas mostraram elegância e desenvoltura em vestidos brilhosos. A francesa de 1,72m usou um modelo sóbrio e clássico de corde nude, bordado com cristais e com detalhes transparentes.

Após o anúncio do top seis, formado por França, Quênia, Colômbia, Filipinas, Tailândia e Haiti, a disputa tomou uma dimensão politizada com o momento das perguntas, que seguiram a mesma linha e abordaram temas como Donald Trump, liderança, luta por direitos, desigualdade social e a crise dos refugiados. Quem respondeu sobre o último tópico foi justamente Iris. Ao ser questionada se os países deveriam aceitar ou não essas pessoas, a morena mostrou rápida capacidade de raciocínio e disse: “Os países devem ter o direito de abrir e fechar suas fronteiras. Eu acredito que na França buscamos a maior globalização, queremos ter o maior intercâmbio possível de pessoas e espero que um dia isso possa acontecer. Fronteiras abertas nos permitem conhecer o mundo”.

Com respostas consistentes, a francesa e as misses Haiti e Colômbia avançaram para o último ranking antes da coroação e tiverem que comentar, separadamente, sobre um momento em que fracassaram e o que tinham aprendido com isso. Para que a disputa fosse justa, enquanto uma falava, as outras tinham os ouvidos tapados para não ouvirem e terem tempo de pensar na sua situação. Iris relembrou o início de sua trajetória profissional e como não foi aprovada no vestibular na primeira tentativa: “no dia seguinte, já estava com um novo livro na mão para seguir meu sonho. Eu acho que quando você fracassa você precisa se elevar e seguir em frente”. Ela ainda comentou que se não ganhasse a competição, já teria tido a honra de ser uma das finalistas. Mas, em uma disputa que não dá segundas chances, ela se sobressaiu e venceu o Miss Universo, levando para a Europa a primeira vitória no continente no concurso desde que a norueguesa Mona Grudt ganhou em 1990.

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