São Paulo completa 463 anos com programação variada

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Um dos destaques é a nova edição do Conexão Cultural São Paulo, no Museu da Imagem e do Som (MIS), das 12h às 20h. “É um evento que cobre o museu todo praticamente, com exposições, arte urbana, apresentações musicais, gastronomia, food truck na área externa do museu. É um grande momento, é uma feira cultural para comemorarmos o aniversário da cidade”, disse a diretora de Museus da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Cristiane Batista Santana.

Pinacoteca

A Pinacoteca vai ter o horário de funcionamento ampliado, das 10h até as 19h, com apresentações do grupo Aqui do Bom Retiro, música boliviana, tradicionais ciganas e judaicas. “Vai ser um encontro com o bairro, para quem quiser conhecer um pouco mais da nossa história”, disse.

Ela acrescenta que a história da cidade “está sendo ressignificada com os novos movimentos migratórios, [que estão] convivendo com os movimentos já históricos e tradicionais do bairro [do Bom Retiro], como bolivianos e judeus”.

Passaporte

Os museus ligados à Secretaria de Cultura vão distribuir um passaporte que dá direito a uma visita gratuita em cada um dos museus da capital, na data em que o visitante preferir.

Para retirar o passaporte, a pessoa precisa fazer o check-in na página do Facebook do museu onde está e apresentá-lo na bilheteria. Com isso, poderá retirar o passaporte e usá-lo nos próximos dias, nos outros museus da cidade. A quantidade de bilhetes disponível é limitada e será entregue por ordem de chegada.

“Fazendo o check in no Facebook, é só apresentar na bilheteria de cada museu e retirar uma via do Passaporte de Museus”, explicou. O passaporte é impresso e lembra um passaporte de verdade, o que faz parte da diversão: o visitante pode personalizar, colocando a foto e o nome e poderá visitar gratuitamente os museus.

O passaporte será distribuído ao longo desta quarta-feira nos seguintes locais: Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida, Catavento Cultural, Memorial da Resistência, Museu Afro Brasil, Museu da Casa Brasileira, Museu da Imagem e do Som, Paço das Artes, Museu da Imigração, Museu do Futebol, Museu de Arte Sacra, Estação Pinacoteca, Pinacoteca do Estado e Museu da Diversidade Sexual.

Fora do centro

As fábricas de cultura, que ficam em bairros mais afastados do centro da cidade, também terão programação especial. A entrada é de graça. Durante o dia todo, a Fábrica de Sapopemba terá a Rádio SP tocando músicas que falam da capital.

No Parque Belém, às 15h, a história de São Paulo será apresentada por meio de comparações entre imagens antigas e fotos atuais de Gilberto Calixto, acompanhadas pela leitura de um trecho do livro A árvore que canta, o pássaro que fala e a fonte que rejuvenesce, de Maté.

Na Fábrica de Cidade Tiradentes, às 11h, os aprendizes da fábrica discutem o desenvolvimento da cidade por meio de pesquisas na internet e comparações com outras metrópoles do mundo. Na unidade de Itaim Paulista, às 11h e às 15h, a equipe da biblioteca debate a relação com a cidade e as referências cartográficas oficiais, convidando os participantes a encontrar os lugares que frequentam na capital.

Na unidade da Vila Curuçá, às 15h, o público vai viajar pela geografia da cidade, com a ajuda do personagem Charllynho, do livro A vida sem graça de Charllynho Peruca, de Gustavo Piqueira, que conta a história de um garoto que entrega lanches nas ruas de São Paulo. Todas as atividades são gratuitas e não é necessária inscrição prévia.

Memorial da Inclusão

A exposição São Paulo, terra boa!  apresenta releituras de monumentos da cidade por artistas que pintam com a boca e os pés. São 29 telas que retratam pontos simbólicos da maior cidade do país, como a Avenida Paulista, o Estádio do Pacaembu e o Mercadão Municipal.

As obras são produzidas com óleo sobre tela, tinta acrílica sobre tela e aquarela sobre papel. A proposta da exposição é a acessibilidade. Os módulos de expositores são acessíveis, haverá leitura dos textos em português ampliado e braile e audiodescrição. “As telas não são em alto-relevo, mas as pessoas podem utilizar a audiodescrição para compreender a tela, assim todo o público pode usar a audiodescrição como audioguia”, explica a museóloga do memorial, Carla Grião.

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