RS registra 17 mortos por Covid-19, maior número num dia desde início da pandemia

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Em seu último boletim epidemiológico, publicado às 18h, nesta segunda-feira, a Secretaria Estadual da Saúde registrou 17 novos óbitos pela Covid-19 e 95 casos nas últimas 24 horas no Rio Grande do Sul. O avanço de 17 vítimas fatais no período de um dia é recorde para o Estado desde o começo da pandemia.

No total, são 6.559 casos confirmados e 197 vítimas fatais do coronavírus.

Os novos óbitos foram notificados em Bento Gonçalves, um homem de 24 anos com doenças crônicas e um menino de 1 mês de idade, em Porto Alegre, quatro homens, de 69, 82, 85 e 88 anos, em Sapucaia do Sul, uma mulher de 59 anos e um homem de 62 anos, e em Viamão, duas mulheres, de 38 e 68 anos e um homem de 67.

Até o momento, 4.689 pacientes já se recuperaram da doença, que atinge 258 municípios no RS.

Depois de 60 dias desde a primeira morte, número de óbitos por Covid acelera no RS

Recentemente, foi atingido duas vezes o pico da quantidade de mortes diárias, com 10 no dia 17, repetindo o mesmo número no dia 20 e nesta segunda-feira, chegando aos 17 óbitos em 24 horas. Ainda assim, na comparação com outros estados, o Rio Grande do Sul ocupa a 21ª posição e a Capital é o 22º no número de óbitos pela Covid-19. Nestes 60 dias, o que se viu, foi também uma disparada de casos e de mortes pela doença no interior do estado. Com cerca de 1,5 milhão de habitantes, Porto Alegre chegou ser a primeira, mas teve posições trocadas com Passo Fundo e agora Lajeado, que possuem população muito menores.

Contudo, a situação aparentemente confortável, tanto em Porto Alegre quanto no interior, foi conquistada por causa da adoção precoce das medidas restritivas. Entretanto, para que o cenário não se agrave, epidemiologistas orientam que as pessoas sigam as recomendações de uso de máscaras, distanciamento e higienização. As pessoas, pertencentes ao grupo de risco, também foram as vítimas mais numerosas na epidemia na Capital.

A epidemia iniciou em 11 de março, com a detecção do primeiro caso. Até a confirmação da oitava morte, no dia 13 de abril, ainda se tinha um perfil de pessoas que tinham viajado semanas antes, como para a Europa ou região Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro. Após esta data praticamente se configura uma situação de transmissão comunitária.

Em Porto Alegre, a 32ª morte, foi a de um homem de 88 anos, diagnosticado com hipertensão e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), internado no Hospital Ernesto Dornelles. Perfil que resume a maior parte das mortes ocorridas pela doença na Capital e também no RS. Pelo menos 25 tinha alguma comorbidade – como hipertensão, doença no coração e diabetes, por exemplo. Isso corresponde a mais de 77% dos óbitos em Porto Alegre.

Desta parcela, 22 eram homens. Outros quatro casos eram de pessoas aparentemente saudáveis ou sem registro de problemas sérios de saúde. Apenas três vítimas não tiveram detalhes divulgados pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre. Das 32 vítimas, quatro tinha idades abaixo dos 60 anos e só uma delas, com 26 anos, mas que possuía histórico de obesidade e esquizofrenia. São do grupo de risco pessoas com mais de 60 anos, portadores de doenças crônicas, como asma, hipertensão e diabetes.

Fonte: Correio do Povo

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