Primavera começa com dúvidas sobre Horário de Verão

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Primavera começa com dúvidas sobre Horário de Verão

A primavera começou oficialmente às 17h02 desta quinta-feira (22), mas antes mesmo da data suas características já predominavam na região do Alto Uruguai: temperaturas acima dos 30ºC e pouca chuva. O mês de julho foi o mais seco dos últimos 37 anos e o inverno foi caracterizado por poucos dias de frio e formação de geada abaixo da média. A nova estação também chega com novidade: uma incógnita sobre a continuidade da vigência do Horário de Verão.

Se mantido, o Horário de Verão começa no próximo dia 15 de outubro, com a antecipação do relógio em 1 hora, seguindo até o dia 18 de fevereiro. Entretanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Secretaria de Energia Elétrica (SEE/Ministério de Minas e Energia) relataram o trabalho realizado conjuntamente pelas instituições contemplando o aprofundamento dos estudos sobre a efetividade do horário de verão, atendendo à recomendação da 178ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Conforme informado, tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga, que vêm sendo observados nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema. Ou seja, a economia de energia elétrica é nula durante o período do Horário de Verão.

Conforme assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, o assunto foi encaminhado à Casa Civil, e caberá ao presidente Michel Temer decidir a manutenção ou extinção do Horário de Verão no país. Ele foi adotado no país em 1931 e, desde 1985 é adotado todos os anos.

Ele é empregado nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O objetivo da implementação, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, era de redução o consumo de energia elétrica no horário de pico que se dava entre 18h e 21h, para a população aproveitar melhor a luz natural.

 

Mesmo que pouca, econômica é válida’, diz professor

Para o coordenador do curso de Energia Elétrica da URI Erechim, Adilson Stankiewicz, por mínima que seja a economia obtida com o Horário de Verão, ela é válida. Ela contribui não somente com o setor da economia, mas também com o meio ambiente.

Segundo o professor, a possibilidade de mudança de hábito das pessoas e o consumo maior de ar-condicionado não alteraram o horário de pico da população das 18 às 21h, que é quando a população chega em casa do trabalho e da escola e, em sua opinião, o chuveiro ainda é o grande vilão. “Somado ao chuveiro, as pessoas ligam televisão, lâmpadas, geladeira e tudo contribui para um consumo maior de energia elétrica”.

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