Preços da gasolina e diesel voltam a subir

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A Petrobras anuncia que, com o reajuste que entrará em vigor nesta terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina A, sem tributos nas refinarias, será de R$ 1,6048, alta de 1,06% sobre os R$ 1,5879 desde sábado. O valor médio nacional do litro do diesel A terá acréscimo de 1,16%, passando de R$ 1,7657 para R$ 1,7862.

E estes reajustes começam a impactar novamente no valor dos combustíveis aos consumidor, especialmente após meados de fevereiro.
O empresário do setor e diretor do Posto Nota 10, em Erechim, Roberto Machry, salienta que até por volta da metade de fevereiro, o valor dos combustíveis chegou a cair mais de R$ 0,10 por litro.

No entanto, de lá para cá, gradativamente, tanto gasolina, quanto diesel, voltaram a subir. Em pesquisa feita junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio do litro de gasolina na cidade, esteve entre R$ 4,487, na semana de 18 de fevereiro, a primeira da série analisada, indo a R$ 4,491 na semana seguinte, R$ 4,500 na terceira semana e chegando a R$ 4,518 na última semana.
Machry salienta que empresários tem segurado repasses nos últimos dias, uma maneira de não impactar o custo dos consumidores.

Queda de consumo
Roberto Machry destaca que no último ano, houve queda de consumo de combustíveis por parte dos consumidores. “Notamos que o movimento tem se mantido, ninguém deixou de abastecer, mas tem feito de forma mais comedida, com menor litragem”, salienta ele.
De acordo com o empresário, o impacto na gasolina chega a mais de 10% de queda, e no diesel ainda mais. “No diesel, uma parte da queda se deve também a concorrência com Santa Catarina, que tem uma carga tributária menor que a nossa. E como estamos próximos a fronteira, o pessoal acaba colocando o máximo necessário aqui para completar em SC”, frisa o empresário.

Política de preços
A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.
Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.
Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Fonte: Jornal Bom Dia

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