Mulher assume maternidade de feto encontrado em churrasqueira

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A Polícia Civil de Getúlio Vargas aguarda perícia para identificar o crime que está relacionado ao feto encontrado em uma churrasqueira de uma residência na cidade. A mulher que assumiu ser a mãe do bebê disse em depoimento que foi um aborto espontâneo, mas em razão das circunstâncias e das informações levantadas pelas investigações, a polícia não descarta a possibilidade de homicídio ou aborto provocado.

Em entrevista coletiva o delegado, Jorge Fracaro Pierezan, que chefia as investigações, destacou que um crime já foi identificado que foi a ocultação de cadáver. “Isso porque parte do corpo foi encontrado em uma churrasqueira de uma residência e o restante estava com a mulher em casa. Segundo a mulher ela ateou fogo nessa criança logo depois de parida. Nos informou que aquela criança nasceu morta e que se desesperou porque era uma gravidez indesejada, que não podia ser descoberta, daí ateou fogo na criança a fim de consumir com o corpo para que ninguém conhecesse aquela circunstância de estar grávida”, declara.

A polícia também vai investigar se houve participação de outras pessoas no fato. “Ela alega que fez tudo sozinha e que o parto teria ocorrido por volta do dia 16 do mês passado. Algumas certezas já temos, a ocultação de cadáver está evidente. E é possível que se tenha dado um homicídio se essa criança nasceu viva ou um aborto provocado pela própria gestante. A princípio não existe a participação de uma terceira pessoa que também não é descartada pela investigação. A princípio são essas as linhas da investigação”, explica o delegado.

“Não consigo ver um arrependimento genuíno”

O delegado relatou ainda na entrevista coletiva que não percebeu arrependimento por parte da mulher. “Eu já tomei muitos depoimentos nesses anos de polícia. Abalada com a situação sim, ela se mostra, mas eu não percebo um arrependimento genuíno. É mais pelo fato de estar respondendo um processo, mudar a vida daqui pra gente. Mas eu realmente não consigo ver um arrependimento genuíno”.

Novas diligências serão realizadas ainda nesta semana, especialmente quanto a participação de terceiros. A Polícia pediu a prisão preventiva da autora, mas a justiça negou o pedido. Por isso a mulher vai responder ao inquérito em liberdade.

Fonte: Atmosfera online

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