Instituto Federal de Educação de Erechim pode fechar as portas em razão de corte de verbas

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As aulas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS, campus de Erechim, podem estar com os dias contados. Isso porque caso o corte no orçamento das instituições federais anunciado pelo Governo se confirme, o campus poderá té mesmo fechar as portas. A situação  virou motivo de preocupação para a estudante Manoela Vinhas, de 15 anos. Ela iniciou o curso de Técnico em Informática há apenas um ano, e não sabe se vai conseguir terminar. “Estamos bem aflitos, porque iniciamos o curso há pouco e não sabemos nem se vamos poder continuar. Nossa qualificação e iniciativa em iniciar o ensino médio já com um curso técnico estão indo por água abaixo. O sentimento é de aflição”, disse.

A falta de orçamento pode gerar a suspensão das bolsas de pesquisa, ensino e extensão, e projetos paralisados, além da vida acadêmica seriamente comprometida e possível fechamento do campus por um determinado período. ” Essa previsão de contingenciamento no orçamento é encarado de uma forma muito triste pela instituição, principalmente porque pode culminar até com o  fechamento do campus. Você fica com as atividades todas comprometidas e altamente prejudicadas. Nós provavelmente não teremos recursos para ir além de agosto ou setembro de 2019. Precisamos do apoio da comunidade e todas as lideranças para reverter isso e dar prosseguimento às nossas atividades. Acabamos de ganhar uma série de prêmios internacionais que nos colocam como referência. O prejuízo para o nosso corpo discente será enorme”, esclarece o diretor geral do IFRS Erechim Eduardo Predebom.

O Ministério da Educação informou ainda que o bloqueio é necessário para que o Governo Federal cumpra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nesta semana o Conselho das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deve se reunir para tentar reverter ou minimizar a situação. A Universidade Federal Fronteira Sul reiterou em nota o compromisso do acesso à educação superior. A Instituição buscará o diálogo com as instâncias competentes do governo federal para que as atividades sejam garantidas sem prejuízos para a comunidade acadêmica e para a sociedade.

A Defensoria Pública da União já ajuizou ação civil pública para impedir o corte de verbas destinadas a instituições federais de ensino. A ação, apresentada à Justiça Federal em Brasília, cita o Ministério da Educação e a União. Segundo a Defensoria: “o ato do Poder Executivo Federal tem apenas um cunho: retaliar e punir universidades e instituições federais cujo perfil ideológico seja diferente daquele pedido pelo governo”.

Fonte: Atmosfera online

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