Governo relata situação do RS a coordenadores regionais e pede volta às aulas

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O núcleo de secretários da Coordenação de Governo recebeu, na manhã desta segunda-feira (2), as lideranças das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) para dialogar sobre a situação financeira do Estado e as medidas que estão sendo tomadas para o equilíbrio financeiro e fiscal do Rio Grande do Sul.

A reunião teve como objetivo principal comunicar aos coordenadores que o canal de diálogo entre o governo e as escolas se mantém aberto, e também alertar para os riscos ao ano letivo causados pela greve de professores.

Conforme o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Branco, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está analisando a liminar concedida pela Justiça impedindo a decisão de corte do ponto de grevistas. “Vamos tentar cassar essa liminar e fazer isso sempre com a verdade”, afirmou Branco.

“As informações sobre a real situação financeira do Estado estão sendo distorcidas e, portanto, contamos com o apoio daqueles que trabalham na ponta, os coordenadores de Educação. Não temos solução milagrosa para curto prazo. O que podemos fazer é sentar e dialogar. Estamos pensando nas futuras gerações, para fazer com que o Estado volte a ter protagonismo e mais qualidade no ensino”, acrescentou.

“Deixamos claro às Coordenadorias Regionais que o posicionamento do governo é buscar o diálogo. A nossa grande preocupação não é ser contra ou a favor de algum sindicato, mas de manter nosso compromisso com os alunos. A Educação deve estar aberta a todos para retomarmos a normalidade do ano letivo”, afirmou o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.

Os secretários de Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, e de Comunicação, Cleber Benvegnú, apresentaram as medidas que o governo vem tomando para melhorar a gestão das contas públicas. A secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, também participou da reunião.

Ações contra o desequilíbrio

Segundo Búrigo, as previsões de déficit orçamentário passaram de R$ 25 bilhões, em 2015, para R$ 6,8 bilhões, em 2018, a partir de ações de governo como a redução do número de secretarias, autarquias e fundações; a criação de um Acordo de Resultados para avaliar a eficiência da aplicação do dinheiro público; o novo regime de Previdência Complementar; e a sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual.

“Ao longo desses dois anos e meio de gestão, o governo vem comunicando à sociedade, com transparência, a situação da maior crise que o Estado já enfrentou. Do jeito que está, não tem como ficar. O Estado precisa do socorro de todos. De nada adianta a greve, que só prejudica o ensino, os alunos e as famílias. Não há racionalidade em prejudicar os outros se o Estado, neste momento, não tem como pagar os salários de outra forma. Essa não é a maneira de salvar o Rio Grande do Sul”, concluiu Búrigo.

Fonte: Atmosfera online

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