Governo do RS cria força-tarefa para analisar situação dos frigoríficos devido ao coronavírus

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O Governo do RS discutiu com o governo federal a situação dos frigoríficos do estado na tarde desta segunda-feira (11). Participaram da reunião virtual com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a Secretaria de Agricultura, Secretaria de Saúde, e a Superintendência regional do Ministério da Agricultura.

Ficou acordado que será feita uma força-tarefa para regularizar as plantas dos frigoríficos que estão em situações extremas, isto é, com as atividades paralisadas devido aos surtos de funcionários infectados pelo coronavírus. Também serão analisados quais frigoríficos podem apresentar problemas.

Como as decisões que interditaram os frigoríficos são judiciais, o governo do estado não poderia decidir a situação em reunião. Mas será criado um canal de comunicação entre o Ministério Público do Trabalho e as empresas para ser feito um alinhamento de compromissos.

“É claro que a nossa prioridade é a proteção e o bem estar dos seus servidores e seus funcionários, mas todos sabemos que também a consequência de uma planta de frigorífico como essa pode trazer problemas desde o abastecimento como também problemas ambientais”, afirmou o secretário estadual de agricultura, Luis Antônio Covatti Filho.

A auditora fiscal do trabalho no RS, Bruna Quadros aponta a preocupação na reabertura dos frigoríficos do estado.

“Pode formar aerossóis, alguns locais tem vapor, como na escalda dos frangos, então tem muitas condições climáticas desse microclima do frigorífico que favorecem a propagação do vírus”, exemplifica. Além disso, a proximidade dos trabalhadores causa preocupação da fiscalização.

Atualmente há cinco frigoríficos com medidas de interdição, total ou parcial, devido à ocorrências de surto de coronavírus no estado: Nicolini e JBS, em Garibaldi, Minuano e BRF em Lajeado e JBS em Passo Fundo.

Conforme o presidente da Associação Brasileira da Proteína Animal, Francisco Turra, somente nos dois frigoríficos de Lajeado, mais de 920 mil aves e 4 mil suínos vão passar da época de abate, com as interrupções na produção. O que pode acontecer é a necessidade de descarte desses animais.

“Temos que encontrar uma equação”, comentou Turra.

Nesta terça (12) haverá uma nova reunião na qual a Procuradoria Geral do Estado também participará para analisar caso a caso dos frigoríficos do RS.

 Fonte: G1

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