Fim do Pré-Enem frustra sonho de estudantes de Erechim

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A não realização do curso gratuito Pré-Enem pela atual administração frustrou jovens de Erechim. Muitos estudantes contavam com o preparatório como ferramenta para auxiliar no ingresso a universidade pública através do Exame Nacional do Ensino Médio.

A estudante Isabela Bett, de 18 anos é apenas uma dos muitos estudantes que não poderão contar com o cursinho pré- Enem gratuito neste ano em Erechim. Situação que preocupa a jovem que pretende cursar medicina. “Foi bem prejudicial porque, principalmente nas escolas publicas é difícil vencer todo conteúdo. Então essa preparação seria para apreender o que não aprendemos e ainda revisar os conteúdos. Espero que tenha no ano que vem, porque se eu não passar, vou precisar pagar um cursinho particular e as vezes ter condições pra isso é difícil.”, pontuou.

Depois do pré-Enem não acontecer em 2017, a lei que permite a oferta do curso foi alterada neste ano, passando a prever a possibilidade de realização através de uma nova forma de parceria entre município, entidades e professores. Uma licitação para formalizar as parcerias foi lançada, mas não apareceram interessados. A falta de interesse de entidades e professores parece ter sido motivada pelas exigências que o edital previa para os possíveis parceiros. A empresa deveria estar localizada em área central, arcar com as despesas de manutenção do local e equipamentos, estar em dia com o fisco municipal e ofertar sala de aula para 100 estudantes. A contrapartida para tudo isso seria apenas o direito de deixar no local um banner com tamanho estabelecido pelo município. Nenhuma entidade ou profissional se apresentou para a parceria.

A Secretaria de Educação informou em nota que no ano que vem será realizado um novo estudo da lei, redimensionando alguns aspectos buscando realizar o curso da forma prevista em legislação.  Informou ainda que o edital está de acordo com a legislação.

Até 2016 o curso pré-Enem era oferecido de maneira gratuita aos estudantes, que passavam por um processo de seleção para pode assistir às aulas, e dos quais eram exigidos frequência e desempenho, caso contrário ressarciam o Município dos valores dispendidos com as aulas. As aulas, que atendiam 600 estudantes e duravam seis meses, geravam um custo mensal de R$ 75 mil. “Eu considero sempre educação como investimento. Nem fazíamos seleção porque atendíamos a todos os interessados que quisessem ingressar nos cursinhos. Foram vários anos com esses atendimentos. Os investimentos eram muito baixos para atender a todos os jovens. Eu afirmo aqui que é competência sim do município, contato que seja um projeto que parta de recursos livres. Deveria ser uma preocupação e é uma pena que no ano passado não tivemos e não vamos ter neste ano”, diz o vereador Alderi Oldra, que foi secretário de Educação entre 2013 a 2016.

Giovanni André Ferreira da Silva de 21 anos, que cursa hoje Odontologia, fez o cursinho  do pré-Enem em 2014. Ele se diz frustrado por perceber que tantos jovens não estão tendo a oportunidade que ele teve. “Foi muito importante pra mim. Primeiro porque me ajudou com dúvidas e revisão de conteúdos, e depois porque o cursinho facilita a vida, mostra caminhos mais fáceis. É muito bom ter mais essa oportunidade e se sentir preparado para as provas. Sinto pelos estudantes que não vão ter, acho que precisaria de mais preocupação e esforço dos poderes públicos em relação à educação, principalmente”, declara.

Fonte: Atmosfera online

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