Erechim não tem mais UTI pediátrica

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Erechim tem mais de 100 mil habitantes. Quatro hospitais. É referência em média e alta complexidade para 112 municípios e atualmente não dispõem de uma UTI Pediátrica. Isso significa que crianças com mais de 28 dias de vida até os 12 anos de idade que precisarem de tratamento intensivo serão encaminhadas para atendimento em outras regiões do estado. O que preocupa é que nem sempre há vagas disponíveis.

A demanda existe e é grande. Até 2015 a Fundação Hospitalar Santa Terezinha tinha UTI Pediátrica e Neonatal, mas, segundo o atual diretor do hospital Hélio Bianchi, em razão de adequações na legislação e espaço físico foi preciso optar por apenas uma Unidade de Tratamento Intensivo. O Santa Terezinha manteve a UTI Neonatal. “É uma preocupação constante para nós não termos uma UTI Pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). Como somos referência em gestação alto risco e maternidade para a região optamos em manter os leitos de UTI Neonatal. Mas existe a demanda na região para a pediátrica”, explica.

A UTI Neonatal atende apenas crianças recém-nascidas até 28 dias de vida. Os menores com até 12 anos que precisarem de tratamento em uma UTI terão que ser levados a outras cidades. A referência é o Hospital São Vicente de Paulo em Passo Fundo. Só que nem sempre há leitos disponíveis. Daí é preciso buscar vaga em outro município. Situação que pode se prolongar por vários dias.

“Fomos desafiados pelo Governo do Estado, em função da demanda, a reativarmos os leitos que estão credenciados no SUS, colocar equipe, readequar a área física e reabrir esses leitos. O hospital está fazendo um estudo e até o fim do ano vamos fazer uma proposta. Mas a ajuda das autoridades é fundamental. O SUS precisa ser feito a três mãos. Governo federal, estadual e governo municipais aqui na nossa região. Estamos avançando muito. Os municípios são parceiros”, enfatiza Bianchi.

Hospitais particulares também não dispõem do serviço

Por adequação de exigências legais desde o início do ano o Hospital de Caridade de Erechim também não dispõe de UTI Pediátrica. O HC se adequou ao entendimento legal, e, considerando a demanda, manteve a UTI Neonatal – uma vez que cada unidade exige equipes e alvarás específicos. Apesar disso, direção enfatiza que atende a crianças com segurança até a transferência, determinada pela Central de Leitos do Estado e mantendo a UTI Neonatal prevê a possibilidade de ampliação do atendimento da mesma, conforme necessidade.

Os hospitais particulares, Unimed e Santa Mônica também não possuem UTIs Pediátricas.

O diz o Secretário Municipal de Saúde

O secretário Municipal de Saúde, Jackson Arpini, disse que o município tem conhecimento da situação. “Nós somos sabedores da importância de uma UTI Pediátrica. Há uma negociação com o Governo do Estado, com a Secretaria de Saúde no sentido de implantar uma UTI Pediátrica com sete leitos no Hospital Santa Terezinha, com possibilidade de aumentar para 10. Porém há a necessidade de uma área física, de recursos humanos e aprovação da Vigilância Sanitária. Tudo isso esta em andamento”, declara.

A busca por um leito em UTI

Como o serviço de UTI Pediátrica não é oferecido por hospitais de Erechim o profissional médico e a instituição que atendem o paciente são responsáveis por solicitar a vaga junto a Central de Leitos do Estado. A 11ª Coordenadoria Regional de Saúde acompanha e regula a busca por um leito em unidades hospitalares fora do município. Na falta de leitos outra opção da família do paciente é buscar uma vaga através de determinação judicial. Quando isso ocorre a internação pode ser dirigida a qualquer hospital do país.

Fonte: Atmosfera online

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