Chuvas podem afetar lavouras de trigo e cevada

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Chuvas podem afetar lavouras de trigo e cevada

O prognóstico de chuvas acima da média para o mês de junho deverá elevar os custos de produção nas lavouras de trigo e cevada na região do Alto Uruguai. A instabilidade climática registrada na última quinzena do mês de maio, já causou prejuízos aos produtores rurais que não realizaram a adequada cobertura do solo. De acordo com o engenheiro agrônomo e assistente técnico da Emater regional, Nilton Cipriano Dutra de Souza, a perda de nutrientes provocada pelo excesso de chuva deverá exigir uma nova adubação para correção do solo, antes do plantio das culturas de trigo e cevada.

O plantio das culturas de inverno deve se intensificar a partir o dia 10 de junho. A previsão de área plantada é de 33 mil hectares de e trigo e seis mil hectares de cevada. A aveia ocupa o restante da área cultivável na região e a cultura tem a função de proteger o solo para o plantio da soja a partir do mês de outubro. O cereal tem função importante na implantação do sistema de plantio direto.

Caso seja mantida a previsão de chuvas para este mês os produtores rurais deverão sofrer um acréscimo de até 15% no custo de produção. O custo médio por hectare, tanto para o trigo como para cevada, é de R$ 1,7 mil. Nilton Cipriano Dutra de Souza, disse ontem que ainda não é possível confirmar a tendência de perda de solo nas lavoras da região. Uma análise mais profunda deverá ser realizada nos próximos dias com visitas técnicas nas propriedades atendidas pelo programa de extensão rural.

Fruticultura já registra perdas

Nilton Cipriano Dutra de Souza, diz que a Emater já tem o diagnóstico de perdas na área da fruticultura. O excesso de chuva está provocando queda das frutas que estão no estado de maturação. Os maiores prejuízos estão ocorrendo com o cultivo da laranja das variedades de umbigo, que ocupam um total de 600 hectares no Alto Uruguai. A laranja tipo Valência, com produção de 2.600 hectares no Alto Uruguai, está fora dos riscos, pois os frutos estão num estágio que ainda resistem as interpéries do tempo. Perdas econômicos também aparecem no pomares de bergamota. O total de área cultivada é de 470 hectares nas variedades comum, ponkan clemenules.

Fonte: Jornal Bom Dia

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