Atingidos por barragens realizarão Assembleia na Bacia do Rio Uruguai

0
298

Nesta quarta-feira, Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, pelos Rios, pelas Águas e pela Vida, acontece em Aratiba – RS a Assembleia dos Atingidos por Barragens da Bacia do Rio Uruguai. Participarão da assembleia apoiadores, religiosos, deputados, prefeitos e vereadores e atingidos pelas barragens de Itá, Foz do Chapecó, Machadinho, Campos Novos, Barra Grande e São Roque, para além dos ameaçados pela barragem de Itapiranga e atingidos da barragem de Salto Santiago do Paraná.

A assembleia é uma das atividades que marcarão a Jornada de Luta dos Atingidos por Barragens no Sul do país. Na atividade, os atingidos discutirão sobre o que consideram violações dos direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais causadas pelo setor elétrico. Também será apresentado um panorama das taxas de lucro das empresas transnacionais (donas das barragens) que segundo os atingidos se apropriam das riquezas naturais das regiões e remetem todos os lucros para fora do Brasil. Dentre essas transnacionais citam a Engie (Tractebel) da França, que seria acionista de todas as barragens citadas.

Segundo os atingidos, a Engie é uma transnacional que atua em vários ramos, mas principalmente com a apropriação da água e energia nos países subdesenvolvidos.

Outra discussão da Assembleia será o CFURH (Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos), popularmente chamada de royalties das barragens, que são impostos taxados das hidrelétricas e que não seriam revertidos em projetos de desenvolvimento e de reparação de danos para os atingidos. Segundo os organizadores, no último período o sistema dos royalties vem passando por alterações, como ocorreu em 2016, onde o governo teria diminuído em 30% da sua taxação, aumentando os lucros das donas das barragens. E também com PLC 315/2009 que vem tramitando no Congresso, se prever mudanças na porcentagem dos repasses dos Royalties para os municípios, que passariam a receber 65% do repasse, ao invés de 45%.

Para além da apresentação de dados e informações, na assembleia os atingidos colocarão seus depoimentos de como está a situação de violações de direitos nas regiões que vivem. Após a Assembleia todos os presentes sairão em caminhada até o lago da hidrelétrica Itá e fixarão uma cruz que, segundo eles, representará a morte do Rio Uruguai e das comunidades, ao mesmo tempo que servirá para demonstrar a resistência e indignação com a situação que as barragens impuseram na bacia do rio Uruguai.

Fonte: Atmosfera online

Deixe uma resposta