Agroindustrialização melhora renda de produtores familiares

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O processo de transformar alimentos in natura em produtos diferenciados e com valor agregado é chamado de agroindustrialização. Para os produtores que desejam seguir por esse caminho, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar disponibiliza, além do Mais Alimentos, duas linhas de crédito específicas para essa produção: o Pronaf Agroindústria e o Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares, com juros de 5,5% ao ano.

O secretário substituto da Agricultura Familiar (SAF/SEAFDA), Everton Ferreira, explica que o programa é um instrumento para alavancar as decisões de investimento do produtor ou organização familiar. “O Pronaf é o crédito do agricultor familiar, ele é um incentivo. No Plano Safra nós temos várias linhas disponíveis, com taxas de juros bem abaixo do que as que o mercado pratica, para abarcar todas as possibilidades que a agricultura familiar pode ter”, ressaltou.

Segundo ele, a família que passa a agregar valor na produção consegue obter um lucro ainda melhor no momento de comercialização. “Esses agricultores saem do estágio de vender os produtos sem processamento para ofertar um produto mais elaborado ao mercado. Com isso, os agricultores conseguem fazer com que as etapas de agregação de valor sejam incorporadas ao ganho deles e não a outras pessoas na cadeia produtiva”, explicou.

Para o ano agrícola atual, o Plano Safra da Agricultura Familiar trouxe novidades em relação a linha Agroindústria. O enquadramento foi ampliado para até R$ 165 mil, no caso de financiamento individual, e até R$ 35 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar, respeitando o limite por associado ativo. Já a linha Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares manteve as mesmas condições da safra 2015/2016.

Área de milho é preparada, apesar de incertezas do mercado e do clima
Os produtores de milho do Rio Grande do Sul preparam as áreas a serem semeadas, realizando a dessecação das plantas de cobertura, cultivadas para a formação de palhada, em antecedência à cultura do milho. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os bons preços pagos aos produtores e a grande demanda pelo grão, aliada à baixa oferta, além das questões agronômicas, como diversificação e rotação de culturas, são fatores que antecipam uma provável ampliação da área para a próxima safra.
Por outro lado, há fatores restritivos, como o alto custo de implantação da lavoura (especialmente o preço da semente) e os possíveis riscos com relação ao clima, devido à previsão do fenômeno La Niña que, “quando se estabelece, a tendência é a ocorrência de chuvas abaixo das médias históricas, fato que pode provocar déficit hídrico, diminuindo a produtividade”, avalia o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.
No trigo, o plantio no Estado foi concluído e a cultura está com bom desenvolvimento vegetativo. Com o clima colaborando, a maioria das lavouras apresenta excelente aspecto fitossanitário, crescimento normal, coloração verde intensa, com boa formação de perfilhos, denotando, até o momento, bom potencial de produção. As lavouras semeadas mais no cedo começam a entrar com mais intensidade na fase reprodutiva (floração). Estima-se que 1% do total cultivado esteja nessa situação.

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