Acordo prevê votação do 13º sem resistências

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Líderes da oposição e do governo se comprometem a aprovar projeto na próxima terça-feira.

O governo deverá aprovar seu projeto para financiamento do 13º salário dos servidores mediante empréstimo bancário, na semana que vem, sem passar pelo crivo de comissões e com o acordo das bancadas de oposição. A proposta, no entanto, não deverá passar sem controvérsia pelo plenário da Assembleia. “Vamos discutir cada item e cada tema relacionado com esta decisão. O governo não irá concretizar esta política lamentável sem que denunciemos como são desastrosos os motivos que conduzem a ela”, apontou a líder da bancada do PT, Stela Farias.

Segundo Stela, a bancada petista, que possui 11 votos, manterá acordo pela aprovação do projeto, por conta “da importância que terá para as famílias dos servidores já atingidas pelo parcelamento de salários”, afirmou.

Conforme o chefe da Casa Civil, secretário Fábio Branco (PMDB), o empréstimo dependerá da escolha do servidor, que poderá fazer a transação em qualquer banco. O Estado, de acordo com ele, se comprometerá com o custo da operação bancária, que terá juros de 1,42% por dia de atraso. “O servidor será ressarcido dos juros do empréstimo no mês subsequente em sua própria conta. Se encontrar outra facilidade (em outro banco que não seja o Banrisul), poderá escolher. É uma situação do próprio servidor e ele que vai resolver o problema”, declarou, em entrevista à Rádio Guaíba, pela manhã, logo após a entrega do projeto ao presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT), quando esteve acompanhado de parlamentares integrantes da base. Com o encaminhamento de um acordo entre as bancadas, a matéria poderá ser votada já na próxima terça-feira.

A apresentação do projeto de lei pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) para que a Assembleia autorize a aquisição de empréstimos para saldar o 13º salário dos servidores recebeu duras críticas do vice-líder da bancada do PSDB, Pedro Pereira, integrante da base governista.

“Independentemente de projeto, o correto seria que os servidores recebessem sempre em dia. Agora, o governo apresenta esta proposta faltando uma semana para o prazo legal do 13º salário. É a comprovação de que o governo está perdido”, disparou Pereira.

Segundo Pereira, integrantes da base não foram consultados sobre a decisão do governo. “Falta humildade a este governo, que agora irá entrar no último ano, perto das eleições e, para mim, está acabado”, completou. Para o líder da bancada do PMDB, Vilmar Zanchin, as críticas que forem feitas por deputados sobre a decisão do governo deverão ser respeitadas. “Esta é alternativa que o governo encontrou perante a falta de recursos. O governo tem tomado todas as medidas que estão ao seu alcance. Críticas serão respeitadas”, ponderou Zanchin.

Fonte: Correio do Povo

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