Abraços, festa e pedido de casa cheia: o Inter muito perto de voltar para a Série A

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Não faltaram abraços, gritos e festa depois da vitória de 3 a 2 do Inter sobre o Criciúma no Heriberto Hùlse, na tarde de sábado, para 10 mil torcedores — sendo 4 mil deles colorados. O tom de superação e desabafo tem a ver com a forma como o resultado foi alcançado (depois de sair vencendo por 2 a 0, permitiu o empate e buscou a vitória nos últimos minutos) e também com a importância dos três pontos (com os resultados paralelos, a equipe gaúcha abriu 10 de vantagem sobre o Vila Nova, quinto colocado). Na projeção atual, se vencer o Ceará no sábado que vem, o time de Guto Ferreira dificilmente ficará fora da Primeira Divisão em 2018.

Por isso, a campanha para fazer uma espécie de final de campeonato na próxima rodada já começou. Puxada pelo capitão D’Alessandro. Em suas redes sociais, o argentino fez um post em que uma foto dos jogadores abraçados, formando uma roda no vestiário, com ele no meio, é acompanhado da legenda: “Ninguém ganha sozinho, precisamos do outro, do grupo. Tudo o que a gente conquista tem um preço, e esse grupo está preparado para qualquer batalha. Parabéns pela vitória! Queremos Beira-Rio lotado, juntos. Com vocês tudo é mais fácil”.

Todos os colorados ouvidos após o jogo foram no mesmo tom.

— Contamos com o nosso torcedor, que foi fantástico contra o Criciúma. Tenho certeza que o Beira-rio estará lotado no sábado. O Ceará está crescendo, com um bom trabalho do Marcelo Chamusca. Temos que ratificar com vitória dentro da casa. Precisamos de 50 mil em casa. Temos que buscar as vitórias que faltam para o nosso objetivo — pediu o técnico Guto Ferreira.

Para chegar a essa condição, o jogo teve de tudo. Em 30 minutos avassaladores, o Inter abriu 2 a 0, gols de Maicon Silva (contra) e Cuesta, e teve chances de ampliar ainda mais. Em uma bobeada, levou gol de bola aérea antes do intervalo. No segundo tempo, com claros problemas defensivos do lado direito, foi envolvido pelo ataque do Criciúma até Danilo Silva cometer pênalti em Silvinho. Depois do empate dos catarinenses, Guto Ferreira mexeu na equipe, colocando Camilo e Carlos. Um passe do meia para o atacante resultou na vitória.

— Hoje, o Inter não tem titular e nem reserva. Quem está entrando, dá conta. O Camilo entrou muito bem, deu o passe para o meu gol. É a força do elenco — comentou o atacante Carlos, autor do gol da vitória.

Camilo também ressaltou a qualidade dos jogadores:

— A força do grupo é importante. Ficamos devendo na última partida contra o Boa.

Além dos jogadores, a direção também valorizou este aspecto

— Depois do empate, conseguimos reagir. As mudanças mostram a qualidade do grupo. Quem entrou, mudou o panorama do jogo. Temos de ressaltar a entrega, uma marca do nosso time neste campeonato. Não nos entregamos jamais. Isso nos dá convicção de que estamos no caminho certo — disse o vice de futebol, Roberto Melo.

Com a iminência do retorno à Série A, o discurso, porém, ainda não é de planejar o próximo ano.

— A gente pensa em 2017. Estamos perto da vaga, mas ainda não alcançamos o acesso. Os resultados estão vindo. A oscilação preocupa, sim, mas é a parte psicológica a ser trabalhada também. Isso gera um pouco de ansiedade, mas temos que passar por cima disso. Estamos permanentemente avaliando, traçando o planejamento para o ano que vem. Sabemos das carências da equipe. Estamos trabalhando para 2018 também — finalizou o dirigente.

Fonte: Gaúcha ZH

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